Hanseníase

Informações Gerais
A hanseníase, também conhecida como lepra, é uma doença infecciosa causada por uma bactéria que ataca os nervos periféricos e a pele. Trata-se de uma das doenças mais antigas que acometem o homem, bíblica, com referências datadas de 600 anos a.C.

Como as complicações da moléstia afetam a capacidade de sentir na pele dor, frio e calor, além de lesar os nervos dos membros inferiores e superiores, provoca deformações que estigmatizam o doente.

Por todos esses aspectos, a hanseníase está associada a um passado triste, de isolamento e discriminação, motivo pelo qual se tornou politicamente incorreto o termo “lepra”, que evoca estigma e preconceito.

Atualmente, o termo correto para designar a doença é hanseníase ou mal de Hansen. Mas hoje não há razão para temores porque a doença tem tratamento para eliminar a bactéria e evitar todas as suas complicações, evidentemente quando instituído a tempo. A agilidade na introdução da terapêutica é também importante para evitar a transmissão do microrganismo.

De qualquer forma, é evidente que as pessoas ainda se assustem com esse diagnóstico, até porque, no Brasil, a hanseníase continua sendo um problema de saúde pública: em 2006, foram mais de 39 mil novos casos em território nacional, a maioria concentrada no Norte e no Nordeste.

Apesar desse número, a freqüência da moléstia vem apresentando queda nos últimos anos, como resultado de campanhas nacionais de saúde, que procuram diagnosticar e tratar esse mal no País. Em 1985, havia 19 pessoas com hanseníase a cada 10 mil brasileiros; já em 2005, essa proporção caiu para 1,48 doente a cada 10 mil habitantes.

No mundo todo, porém, o panorama ainda é lamentável: são 700 mil casos novos a cada ano, especialmente nas regiões mais pobres do planeta, como a Índia, campeã global em número de casos.

Causas e Sintomas
Por ser uma doença primariamente do sistema nervoso periférico (aquele que dá a sensibilidade e força muscular aos olhos, braços e pernas) os sinais e sintomas da hanseníase incluem dor em trajeto dos nervos que passam pelos cotovelos, punhos, atrás dos joelhos e tornozelos, com diminuição da força de mãos, pés e olhos (pálpebras), provocando ao longo prazo, sem tratamento, deformidades e perda funcional do(s) membro(s) acometido(s).

Há também comprometimento secundário da pele, caracterizado pelo aparecimento de manchas elevadas brancas ou avermelhadas, com sensação de formigamento, queimação ou ardência, que em seguida evoluem com dormência e perda da sensibilidade, primeiro para a temperatura e depois também para a dor. Em alguns casos há formação de placas ou caroços vermelhos dolorosos sob a pele, febre, dor nas articulações (juntas), inchaço nas pernas e obstrução nasal, entre outros sinais e sintomas. Essas manifestações variam conforme o tipo de hanseníase, que pode se apresentar em formas mais brandas – paucibacilares – ou mais graves – multibacilares –, de acordo com a imunidade do indivíduo.

A doença tem como causa uma bactéria chamadaMycobacterium leprae, ou bacilo de Hansen, que tem esse nome por causa do médico norueguês Gerhard Henrik Armauer Hansen, que foi o primeiro a demonstrá-lo, em 1873. Essa bactéria é transmitida de uma pessoa contaminada – e não tratada – para uma pessoa saudável pelas vias aéreas, mais precisamente pela inalação de gotículas da saliva ou de secreções respiratórias do doente. Contudo, é preciso haver um contato íntimo e prolongado, de grande proximidade com o portador da hanseníase para se adquirir o bacilo, pois a doença é pouco contagiosa.

Além disso, a maioria da população, ao ser contaminada, não chega a adoecer porque suas defesas naturais conseguem combater o M. leprae, embora essa situação possa ser alterada em função da relação agente infeccioso/meio ambiente/indivíduo.

Na prática, 95% das pessoas que têm contato com o bacilo não chegam a desenvolver a infecção. Nos indivíduos que adoecem, a infecção evolui de maneiras diversas, de acordo com a característica da resposta imunológica da pessoa. Se a resposta imunológica é competente, produz-se uma forma localizada e não contagiosa da doença; se essa resposta não é efetiva, desenvolve-se uma forma generalizada e transmissível. Entre esses dois extremos, encontram-se formas intermediárias, refletindo um largo espectro de variações de resposta do sistema de defesa do organismo contra o agente.

É interessante notar que este bacilo demora para se multiplicar no organismo, a ponto de o período de incubação, do contágio até a manifestação dos sintomas, variar de dois a sete anos.

Exames e Diagnósticos
Em áreas endêmicas e sem recursos laboratoriais de fácil acesso, um médico pode diagnosticar a hanseníase clinicamente, pela observação das lesões de pele em que o indivíduo não apresenta sensibilidade ou mesmo pela constatação de debilidades musculares ocasionadas por lesões nos nervos. Porém, como existem outras doenças dermatológicas que cursam com lesões semelhantes, sempre que possível deve-se procurar fazer uma confirmação laboratorial.

Para tanto, há necessidade da realização de uma pesquisa direta do microrganismo na linfa, o líquido que circula no sistema linfático, responsável pela defesa do organismo, e/ou de uma biópsia, que consiste na coleta de fragmento da lesão da pele ou do nervo para análise com técnica específica para identificação do bacilo de Hansen.

Aguarda-se a possibilidade futura de fazer diagnósticos precoces por meio de testes moleculares, que pesquisarão a presença do DNA da bactéria em materiais biológicos.

Tratamento e Prevenção
Em tempos remotos, o “leproso” era excluído da sociedade e do meio familiar, mantido em isolamento. Com o tratamento medicamentoso existente hoje em dia, este cenário mudou completamente. A pessoa em tratamento para hanseníase não precisa ser afastada das atividades profissionais e pode conviver normalmente com colegas de trabalho, filhos, amigos e família.

O tratamento é feito em casa, com uma combinação de drogas recomendada pela Organização Mundial da Saúde. Esta combinação é composta de três antibióticos, que, no Brasil, são distribuídos gratuitamente nos postos de saúde: a dapsona, a rifampicina e a clofazimina. O tempo da terapêutica varia conforme a gravidade da doença, indo de seis meses a dois anos, mas é indispensável que o portador da hanseníase tome os remédios pelo período prescrito.

Também é importante fazer acompanhamento regular, pois alguns doentes podem apresentar reações durante o tratamento, caracterizadas por caroços vermelhos dolorosos na pele com febre alta, dor nos nervos e outras manifestações. Todos esses casos devem ser encaminhados ao médico, porque existem outros medicamentos para controlar estas reações (prednisona e talidomida). Além do médico, o paciente deverá consultar profissionais que avaliem a condição dos nervos periféricos e existência de deformidades, combinando terapia de reabilitação física, psicológica e social na prevenção de incapacidades e melhora na qualidade de vida dos que já apresentam complicações.

É importante ressaltar que, apenas com algumas doses da medicação, o doente deixa de transmitir o bacilo de Hansen.

Como o tratamento impede a transmissão da doença, a melhor forma de prevenção é seu diagnóstico precoce, seguido da instituição da terapêutica. Para isso, no entanto, é necessário que as pessoas conheçam a hanseníase e seus primeiros sinais e, principalmente, saibam que hoje existe cura. Nesse sentido, são válidas as campanhas de erradicação da hanseníase, que, no Brasil, deveriam usar mais as mídias de massa, como o rádio e a televisão.

Quem vive com portadores da doença deve adotar uma proteção mais ostensiva, que inclua avaliação clínica e uso da vacina BCG, a mesma aplicada ao nascimento contra a tuberculose, pois esse recurso ajuda o sistema imunológico a barrar o desenvolvimento do bacilo de Hansen. Por último, uma medida de prevenção mais ampla, para o País, seria a melhoria da qualidade de vida das pessoas.

A hanseníase está intimamente associada a um baixo nível socioeconômico da população. Habitações superpovoadas, más condições de higiene e desnutrição formam a combinação ideal para a disseminação do microrganismo.

Fonte: Assessoria Médica Fleury.
Endereço
Rua São Paulo, 3267, Votuporanga, SP
E-mail
atendimento@laboratoriobiomedic.com.br
Telefone
(17) 3426-8585
LINKS ÚTEIS

Resultados On-line

Pesquisa de Satisfação

Nossas Notícias

Labkids

Trabalhe Conosco

UNIDADES

Central Votuporanga/SP

Pozzobon Votuporanga/SP

Unidade Mirassol/SP

Unidade Valentim Gentil/SP

Unidade Nhandeara/SP

Unidade Américo de Campos/SP

Espaço Premium - Saúde Ocupacional

Compliance

LGPD

Política de Privacidade

Termos de Uso

Ética, conduta e integridade

SAC - Atendimento

Solicitações

biomedic
Redes Sociais

LABORATORIO BIOMEDIC LTDA. | CNPJ: 59.855.742/0001-41


Rua São Paulo, 3267, CEP 15500-010 – Votuporanga, SP


Responsável Técnico: Dr. Vladimir de Menezes Alves – CRBM: 3026