Essa avaliação se baseia no protocolo estabelecido pelo Grupo Brasileiro de Tratamento de Osteossarcoma, que inclui os seguintes procedimentos:
Representação da massa tumoral, através de um mapeamento utilizando-se uma grade com fotografia macroscópica ou imagem digitalizada da peça cirúrgica.Estudo das margens cirúrgicas ósseas, articulares e de partes moles.Determinação da localização, extensão e características do tumor.Avaliação da necrose tumoral pós-quimioterapia.Necrose tumoral é caracterizada por morte das células neoplásicas, picnose e fragmentação nuclear ou desaparecimento do tecido tumoral, que é substituído por estroma hialinizado e vascularizado.
O índice de resposta ao tratamento quimioterápico é graduado utilizando-se a classificação de Huvos (1991), que consiste na detecção de células viáveis.
Viabilidade de neoplasia pós-QTX (Huvos, modificado 1991)*
| Grau histológico* | Resposta tumoral |
|---|---|
| 1 | Nenhuma ou mínima |
| 2 | Extensa necrose com mais de 10% de tumor viável |
| 3 | Extensa necrose com esparsos focos de tumor viável (<10%) |
| 4 | Necrose completa |

O grau histológico implicará em terapêutica e prognóstico distintos.
A peça cirúrgica pode ser retirada em hospitais mediante o contato prévio do médico assistente com o laboratório.
Etapas importantes para essa avaliação incluem a fixação do espécime em formalina a 10% tamponada, que preserva melhor o tecido, e descalcificação com ácido nítrico a 7,5%. O procedimento técnico adequado permite uma avaliação fidedigna do grau histológico da resposta ao tratamento.
Fonte: http://www.fleury.com.br/
